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Terezinha Vigne Clivatti, um exemplo de voluntariado

16.03.2018

A segunda homenageada no projeto “Mulheres que Inspiram e não Piram” é a senhora Terezinha Vigne Clivatti (in memoriam) que nasceu no dia 04 de dezembro de 1930, em Guaporé, Rio Grande do Sul, sendo a última filha de uma família de oito irmãos. Aos três meses de idade perdeu sua mãe. Como o pai não tinha condições de sozinho criar os oito filhos, os irmãos foram distribuídos entre os parentes, cabendo a Terezinha ficar com sua tia, a freira Marieta Franceschini. Porém, a tia seguiu com sua missão, fazendo com que a sobrinha, desde muito nova, acompanhasse a lugares muito remotos daquela região, levando a Palavra de Deus, catequisando jovens e adultos.

Casou-se muito jovem, aos 16 anos, com Antonio Clivatti, com o qual teve sete filhos. Ficou viúva aos 49 anos. Em vida, teve 20 netos e nove bisnetos.

Mulher inteligente de traços finos e um coração extremamente generoso, foi sempre muito dedicada aos mais necessitados, fossem eles de pão ou de uma palavra de conforto.

Em meados de 1970, Teresinha e sua família vieram morar em Palotina. Engajou-se na Igreja como integrante do grupo de Liturgia. Mais tarde tornou-se ministra da Eucaristia, função que exercia com toda a dedicação. Levava a Eucaristia a doentes, muitas vezes distantes do centro da cidade, mesmo a pé caso não houvesse alguém que a levasse, e junto com a Eucaristia, iam palavras de conforto, carinho e alimentos, quando necessário.

Quando alugaram uma casa simples, em uma chácara para acolher alguns idosos carentes, lá ia ela, todas as semanas levando ajuda física e espiritual. Algum tempo depois foi construíram o novo asilo, e dona Terezinha continuou sua missão na nova edificação. Toda terça-feira ia visita-los e conforta-los. E isto ela fez até o fim de seus dias. Tinha um enorme carinho e preocupação com aquelas pessoas que lá estavam.

Juntamente com dona Maxemina Dellazari, fundaram o Clube do Vovô João XXIII, onde exerceu a função de presidente durante 18 anos, dedicando-se com todo seu coração. Tinha como preocupação fazê-los felizes, ao menos por uma tarde. Passava a semana programando o próximo encontro. Por motivos políticos, ela foi afastada do cargo, fato que a deixou imensamente triste, levando tempo considerável para superar o ocorrido.

Faleceu em 18 de novembro de 2015, em decorrência de complicações de uma fratura do fêmur. Como legado nos deixou seu exemplo de carinho e atenção aos necessitados, amor aos animais e as flores, honestidade, garra, e firmeza nos princípios cristãos. Um exemplo de voluntariado.

O projeto “Mulheres que Inspiram e não Piram” é uma realização do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher em parceria com o Município e Ministério Público.

 

 

 

 

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