Ministério da Saúde divulga novo protocolo para uso da cloroquina

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira, dia 20, o novo protocolo para uso da cloroquina no Brasil. O medicamento passa a ser recomendado para pacientes nos estágios iniciais da infecção por coronavírus, mas em dosagens baixas. A liberação da substância sempre foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e as divergências de entendimento sobre seu uso foram fundamentais para a demissão dos dois últimos ministros da Saúde, os médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Cloroquina nos primeiros dias de sintomas da Covid-19 - O novo protocolo oficializa o uso do medicamento no tratamento do coronavírus na rede pública para pacientes com quadros leves. Antes, a Saúde apenas recomendava a prescrição da cloroquina para casos graves, em que o paciente está internado, e com doses diárias de até 900 mg.

Sem comprovação - Apesar de orientar o uso do medicamento, o ministério admite, no documento, que não há estudos que "comprovem o benefício inequívoco dessas medicações no tratamento da Covid-19". "Assim, fica a critério do médico a prescrição, sendo necessária também a vontade declarada do paciente".

Questão fundamental para Bolsonaro - A nova recomendação do Ministério da Saúde foi realizada no momento em que a pasta está sendo tocada interinamente, após a saída de Nelson Teich, que ficou 28 dias no cargo. A vontade de o presidente liberar o uso da cloroquina acabou sendo motivo de uma divergência inconciliável entre os dois e Teich optou por deixar o comando da pasta.

Sem consenso - O uso da cloroquina para tratamento do coronavírus ainda está sendo estudado e há poucos resultados de pesquisas conclusivos até o momento. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um parecer liberando o uso de cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com a Covid-19 em estágio inicial da doença, desde que exista prescrição médica e o consentimento do paciente. A entidade, no entanto, reconhece que não há ainda comprovação de segurança e eficácia do tratamento. O CFM optou por liberar o uso em virtude da excepcionalidade da pandemia.




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