Bolsonaro nomeia cargos em busca de apoio do Centrão

O advogado Garigham Amarante Pinto foi nomeado na segunda-feira para a Diretoria de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Ele chegou ao posto por indicação do PL, partido que com 39 deputados federais e dois senadores no Congresso faz parte do Centrão, um dos principais blocos de partidos do Congresso.


Já Fernando Marcondes de Araújo Leão foi empossado no início do mês como diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). A conexão dele é com o PP, outra legenda do Centrão. O partido é presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI) e liderado na Câmara por Arhur Lira (AL), ambos investigados pela Operação Lava Jato. O mesmo PP pode vir a ser contemplado com a presidência do FNDE, cargo que atualmente é exercido por uma servidora de carreira.


No Ministério do Desenvolvimento Regional, a presença do Centrão se fez com a nomeação de Tiago Pontes Queiroz para a Secretaria Nacional de Mobilidade. Queiroz é vinculado ao Republicanos, partido de Flávio e Carlos Bolsonaro e também do vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (SP).


Outras duas nomeações recentes do governo Bolsonaro para o cargo de conselheiro da usina de Itaipu foram tratadas pela maioria dos veículos de comunicação como parte da negociação com o Centrão: as dos ex-deputados José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Carlos Marun (MDB-MS).

Que outros cargos o Centrão pode ganhar

A cessão de cargos a indicados pelo Centrão deve se espalhar a outros órgãos. Levantamentos de diferentes jornais apontam que Banco do Nordeste, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), diretorias do Ministério da Saúde e do Ministério do Desenvolvimento Regional e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entre outros, estão no radar. Outros partidos do Centrão que se aproximam do Planalto atrás de cargos são PSD, Solidariedade e PTB.

Além dos cargos, o que mais o bloco quer do governo

Além da cobrança por cargos, os partidos do Centrão devem apresentar outra "fatura" em troca de seu apoio ao Planalto: o pagamento das emendas parlamentares ao Orçamento.

As emendas são indicações feitas pelos deputados e senadores para a destinação de recursos federais em suas bases eleitorais. As verbas possibilitam a realização de obras que, via de regra, rendem capital eleitoral aos parlamentares.




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