Conselho dos Direitos da Mulher evidencia Lacy Maria Riedi


O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher tem a honra de homenagear no projeto “Mulheres que Inspiram e não Piram” - Lacy Maria Riedi. Nascida em 23 de novembro de 1960, na cidade de Palotina, é filha dos pioneiros Marcelino Afonso Neis e Ignês Neis.

Casada com Dianor Riedi, mãe da Christiane e Marcelo. Conta que há dois anos recebeu o melhor que a vida pode proporcionar: seus netos Helena (dois anos e três meses) e Pedro Henrique (dois anos). Ela conta que netos são o milagre da vida se renovando todos os dias. “Agradeço a Deus por abençoar minha família com tamanha alegria”.

Adora estar com a família e amigos. Tem como hobby a leitura, pintura e bordado, além de fazer aulas de Pilates.

Começou a trabalhar aos 12 anos de idade vendendo produtos da Avon junto com uma prima. Pela manhã estudava e a tarde saia para vender os produtos nas casas das pessoas. Dos 14 aos 18 anos trabalhou como auxiliar na secretaria do Colégio Estadual Santo Agostinho.

Sempre sonhou em ser professora e cursar o ensino superior. No ensino médio cursou o magistério (Escola Normal). Foram três anos de muito aprendizado, conhecimentos e alegrias. Muitas amizades que fez naquele tempo permanecem até hoje. Ao terminar o curso não deu continuidade aos estudos, porque em Palotina não tinha faculdade e naquela época poucas mulheres saíam para estudar.

Com muita coragem, após 21 anos longe dos bancos escolares decidiu prestar vestibular para o curso de Direito. Foram cinco anos de muito estudo, dedicação e esforço. Logo após concluir a faculdade prestou o Exame da Ordem e foi aprovada.

Quando estava no terceiro ano da faculdade, sua filha decidiu cursar mestrado, e como ela tinha uma clínica de fisioterapia em Cascavel, se propôs a administrar a clínica. Estudava pela manhã e a tarde trabalhava em Cascavel.

Cursou MBA em Gestão da Saúde (FASUL), Pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil (UNIVEL) e Pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior (UESPAR). O curso de Metodologia do Ensino Superior despertou o sonho que que tinha ainda quando criança: ser professora.

Conta que logo após concluir a pós-graduação foi convidada a ministrar aulas na Uespar/Facitec, inicialmente no curso de Ciências Contábeis na disciplina de Instituições de Direito Público e Privado, depois Arbitragem, e Noções de Direito no Curso de Administração. Em 2017, assumiu a direção geral da Uespar/Facitec.

Durante todos esses anos, mesmo ausentando-se da cidade para trabalhar e estudar, sempre prestou trabalhos voluntários, principalmente na área da infância e adolescência.

Durante oito anos participou do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, preocupada com a situação de vulnerabilidade social, lutando por políticas públicas. Participou durante oito anos do Conselho Municipal de Assistência Social.

Como voluntária ministrou aulas em capacitações para conselheiros tutelares, capacitação dos dirigentes e trabalhadores das entidades socioassistenciais não governamentais e das unidades públicas: CRAS e CREAS e palestras em algumas escolas públicas com o tema “Responsabilidade da família, da escola e dos educandos na educação escolar”.

Há sete anos participa do grupo de Apoio a Rede de Proteção Contra a Violência a Criança e ao Adolescente, que se reúne, semanalmente, para articular ações no sentido de garantir os direitos da criança e do adolescente em situação de risco. Entende que também é dever de todos, enquanto cidadãos, contribuir para a garantia desses direitos e para o cuidado com as crianças. Acredita plenamente nas palavras de Zilda Arns Neumann: “As crianças, quando bem cuidadas, são uma semente de paz e esperança”.

Desde 2013 participa do Conselho Consultivo do Trânsito e há um ano do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Faz parte da Diretoria da OAB/PR Subseção de Palotina como secretária adjunta e coordenadora da comissão de ações sociais, que também desenvolve ações em prol das crianças e dos adolescentes.

Desde pequena aprendeu com seus pais que tem o dever de fazer algo a mais pelos outros. Lacy diz: “O ato de caridade sempre foi muito presente na minha família. Aprendi que podemos ajudar as pessoas e a sociedade em que vivemos de várias maneiras, que alguns pequenos gestos fazem diferença e que em alguns momentos, apenas um gesto de bondade pode modificar a vida de um ser humano, até mesmo um abraço.”

Sobre o papel das mulheres acredita que têm um papel muito forte e muito importante no voluntariado e a capacidade de espalhar e de defender aquilo em que acreditam. A dedicação, a solidariedade, o ver no outro a necessidade de ajuda não conhece fronteiras ideológicas ou religiosas. “É nesse voluntariado que se deve envolver e ser voluntário é se inteirar, solidarizar e investir na busca de um mundo melhor”.

Vitórias, conquistas e lutas a parte, as mulheres continuam exercendo atividades voluntárias e encontrando um espaço na apertada jornada de trabalho, motivadas pelos valores de participação e solidariedade para causas de interesse social e comunitário.

Importante lição ela nos traz: “Para nós mulheres fica a certeza de que ao nos empenharmos por causas de interesse social e comunitário, estamos estabelecendo laços de solidariedade e confiança recíproca que nos protegem e nos tornam seres humanos melhores.”


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