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Durante uma reunião realizada entre a superintendência do Hospital Bom Jesus com o ministro da saúde, José Gomes Temporão, foi definido que o hospital regional volta a atender normalmente os 18 municípios que integram a 20ª Regional de Saúde de Toledo, incluindo a cidade de Palotina. As portas da entidade foram reabertas na quarta-feira, dia 18, depois de um anúncio feito nesta reunião pelo ministro e que aconteceu em Brasília no dia 17. Neste encontro, intermediado pelo deputado federal, Moacir Micheletto e pelo candidato a deputado estadual, Ademar Dorfschmidt, a decisão foi que a dívida fosse renegociada diretamente com o secretário de Saúde do Estado do Paraná (Sesa), Carlos Moreira Junior. Desta forma, segundo a superintendente do Hospital, Michelle Okano, as possibilidades de pagamento desta dívida deverão ser estudadas e resolvidas na próxima semana, em Curitiba. “Mas é uma garantia de que será quitada e, assim, contamos com a compreensão de nossos fornecedores e prestadores de serviço”. “Porém, caso não seja cumprida a decisão estabelecida pelo Governo Federal, o jurídico do Hospital se compromete a estudar a situação e tomar as medidas cabíveis”, completa Michelle Okano.
Fatos ocorridos em decorrência da dívida
Na sexta-feira, dia 12, o hospital havia anunciado dficuldades financeiras e que deveria manter apenas o atendimento emergencial com risco eminente de vida. Os demais procedimentos, inclusive cirúrgicos e de especialidades, encontravam-se suspensos. A falta de pagamento de uma dívida da Secretaria de Estado de Saúde no Paraná (Sesa) ao Hospital Bom Jesus de Toledo, que já ultrapassa meio milhão de reais, comprometeu o atendimento médico do Sistema Único de Saúde. Desde a última sexta-feira, dia 13, os atendimentos aos serviços do SUS permaneciam focados somente nos casos de urgência e emergência. As cirurgias já marcadas e as consultas agendadas anteriormente ao ocorrido também estavam em andamento. Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, no dia 13 o governo efetuou um depósito de R$ 60 mil, porém, a quantia era insuficiente para prosseguir com os trabalhos de rotina. Até o momento nenhum valor programado em relação à dívida do Estado havia sido depositado.
Situação do hospital interfere em Palotina
Segundo a Secretária de Saúde de Palotina, Nissandra Karsten, é extremamente preocupante a situação atual vivida pela casa de saúde Bom Jesus, já que ela representa a referência regional para as especialidades que Palotina não possui, incluindo alta complexidade e UTI. “Com as dificuldades e a falta de atendimento do hospital, até que a situação não seja resolvida definitivamente por parte do Estado, os pacientes que necessitarem de atendimento de maior complexidade poderão encontrar dificuldades, já que o Hospital Universitário de Cascavel está sempre lotado”. Segundo a secretária, em alguns casos, seria necessário deslocar pacientes para outros municípios mais distantes, como Chopinzinho, Campo Largo ou Francisco Beltrão, ficando estes custos por conta dos municípios. A secretária acrescenta ainda que acredita que o Estado deva resolver esta situação, já que aproximadamente 400 mil habitantes ficarão sem atendimento de referência. Além disso, municípios pequenos possuem atendimentos, inclusive para atenção básica e média complexidade no Hospital Bom Jesus, comprometendo ainda mais a situação dos pacientes. “Não é o caso de Palotina, que conta com o Hospital Municipal e mais os dois hospitais privados credenciados ao SUS para realizar a grande maioria dos atendimentos e procedimentos”.
Fonte: Folha de Palotina (Lariane Paludo)


