| Editorial
Correndo contra o tempo
28/02/2003
Os produtores de soja vivem dias de
muita angústia no período de colheita. As chuvas
intensas registradas nas duas últimas semanas causaram
um princípio de frustração. Muitas lavouras
de Palotina que estavam no ponto de serem colhidas tiveram
que esperar pelo sol. Algumas chegaram a registrar perdas
com o apodrecimento de grãos nas vagens. Quando o tempo
se firmou e diante da previsão de novas chuvas, a correria
foi geral. Os produtores não perderam tempo e, literalmente
correram com a máquina para tirar a produção
do campo. A colheita não tem sido feita somente durante
o dia e as colheitadeiras avançam a noite e a madrugada
para colher o máximo possível. Em jogo também
está a nova safra, que precisa ser semeada no tempo
certo.
A pressa, entretanto, pode acarretar
em outro problema para a produção. São
as perdas. Ao exceder o limite de velocidade da colhedora,
precipitam-se perdas que podem ser representativas no final
das contas. E as perdas não são somente de quantidade,
mas de qualidade. É por tudo isso que os produtores
angustiam-se nesta fase de colheita. Mas os sintomas vivenciados
se repetem a cada ano. Afinal, não há muito
o que fazer, senão esperar e fazer a tarefa de acordo
com as condições oferecidas pela natureza. A
partir desta ginástica o amarelo cinzento das lavouras
vai dando lugar novamente ao verde. Assim, o ciclo recomeça!
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