mande um e-mail para a Folha de Palotina online
26 de Setembro de 2003












Charge feita por Leandro >>leandrocharges@ig.com.br

clique para ampliar





 

Coluna Italiana
26/09/2003

CENTRO CULTURAL ITALIANO DE PALOTINA
GL´ITALIANI CON LA PAROLA
Por Lirio João Lolatto

DETALHES DA HISTORIA DA ITALIA

A pré-história da península itálica se caracteriza por invasões de povos do norte. A distribuição desigual dessas vagas invasoras deu lugar a diferentes culturas regionais. As civilizações de Molfetta, Stentinello e Remedello apareceram no período neolítico; logo a seguir, a Itália entrou na proto-história, com a civilização das terramaras, no segundo milênio a.C., entre a idade do bronze e a do ferro, e cujo nome deriva do tipo de povoamento – estações terrestres construídas sobre estacas, em zonas de lagos, com plataformas e cabanas de madeira – que se estabeleceu na planície norte e se prolongou a sudeste, na costa oriental. Esses povos falavam dialetos indo-europeus, cremavam os mortos, cultivavam a cevada e o trigo, trabalhavam o metal e, ao que tudo indica, já conheciam o vinho.

A partir de aproximadamente 1100 a.C., a introdução do ferro superou a cultura do bronze, como o afluxo de uma nova onda de invasores: os vilanovianos (nome derivado do sítio arqueológico de Vilanova, perto de Bolonha). Quando chegaram à península, já encontraram uma população bem diversificada, formada por grupos indo-europeus presentes desde o período calcolítico (lugares, enganos, elímios e outros). Ao dominarem os vilanovianos, no século IX a.C., os etruscos fizeram a Itália se abrir para novas formas de cultura. Exploraram os minerais da Toscana e da ilha de Elba, Criaram uma indústria de metais e tecidos, que comercializaram na região do Mediterrâneo. No século VIII a. C., controlavam rotas marítimas até o estreito de Messina. Nos séculos VIII e VI a. C., dividiam o controle do Tirreno com Cartago e Massília.

A partir do século VIII a. C., os gregos começaram a colonizar o sul da península. Fundaram Nápoles e Paestum (atual Pesto) e estabeleceram vários núcleos na costa meridional e na jônica (Metaponto, Locros, Síbaris, Crotona, Reggio e Outros), que vieram a formar a chamada Megna Grécia. Logo começaram as guerras: em 540 a.C., os etruscos aliaram-se aos cartagineses e derrotaram os gregos na batalha de Alália. A influência grega, contudo, esteve presente do século VIII ao século VI a. C., num vasto território que compreendia desde a Magna Grécia até a Apúlia e o Piceno, devido às relações comerciais. A partir de 474 a. C., a hegemonia etrusca limitou-se à planície padana, Bolonha etrusca. Com a revolta da aristocracia latina no fim do século VI a. C., formou-se uma república ligárquica e patrícia, que substituiu o regime monárquico dos etruscos. Alicerçado no campo, onde viviam os poderosos, o estado romano do século V a. C., representou um rompimento com as tradições etruscas em relação às atividades urbanas e ao comércio por via marítima.
O Império Romano só veio a consolidar-se completamente em 42 a.C., após enfrentar lutas internas, dominar diversos povos, etruscos, volscos, latinos, samnitas, e submeter-se os invasores. O sistema imperial alterou profundamente a organização da Itália, com a diminuição dos poderes do Senado e a criação de diversos cargos intermediários (prefeitos, cônsules e outros). Pouco a pouco, os municípios perderam autonomia para prepostos dos governadores, que controlavam as finanças e se encarregavam de cobrar altíssimos impostos.

Dentre as invasões ocorridas no final do império, destacaram-se a dos visigodos, comandados por Alarico (c.370-410), e a dos hunos, sob o comando do célebre Átila (452), que morreu antes de poder anexar os territórios que conquistara. No ano 476, Rômulo Augústulo, último imperador romano do Ocidente, foi deposto por Odoacro, rei dos hérulos. O governo passou para o Império Romano do Oriente; Em Constantinopla, o imperador Zenão reconheceu a autoridade de Odoacro, que desejava governar como vice-rei da Itália e rei dos godos. Em 493, o chefe ostrogodo Teodorico venceu Odoacro. A instalação do reino ostrogodo na Itália não acarretou ruptura com a cultura romana. Teodorico preservou as antigas instituições, sem violentar o sistema de vida do povo. Sua morte, contudo, trouxe dificuldades para o reino, que caminhava para a estabilidade. O imperador bizantino justiniano enviou então Belisário para reconquistar a Itália. Em 555, com a queda do último reduto gótico, a Itália caiu sob domínio bizantino.

Continua na próxima edição...

>>voltar para capa

 
 
  Copyright © Empresa Jornalística Folha de Palotina Ltda.
É proibido reproduzir o conteúdo da Folha de Palotina online sem autorização por escrito da Empresa Jornalística Folha de Palotina Ltda.