| Coluna
Italiana
24/10/2003
CENTRO CULTURAL ITALIANO DE PALOTINA
GL´ITALIANI CON LA PAROLA
Por Lirio João Lolatto
Detalhes da história da Itália
Continuação
da edição anterior
A maior parte da Lombardia passou para
o Piemonte. Depois de um breve afastamento da chefia do governo,
em 1860 Cavour ofereceu Nice e a Savóia à França
em troca da unificação das províncias
do norte e assegurou por plebiscito a união das províncias
do centro e sul (exceto Roma e a Sicília) ao Piemonte.
Em 17 de março de 1861, o Parlamento reunido em Turim
proclamou formalmente o reino da Itália. A anexação
de Veneza, em 1866, e de Roma, em 1870, completaram a unificação
italiana. A Lei de Garantias (1871) assegurou ao papa completa
liberdade eclesiástica.
De 1870 a 1914, os sucessivos governos
trataram de implantar um programa de modernização
econômica, administrativa e militar. Para equilibrar
a situação financeira, o ministério formado
em 1869 por Giovanni Lanza e Quintino Sella tratou de diminuir
os gastos públicos e aumentar os impostos. Com a queda
de Sella em 1873, assumiu a chefia do governo Marco Minghetti,
que buscou combater a inflação. A ele seguiu-se
Agostino Depretis, líder esquerdista do Risorgimento,
que dominou a vida política de 1876 até 1887.
Hábil negociador, conseguiu realizar um governo estável
apesar dos antagonismos graças à política
do “transformismo”, que visava incluir nas minorias
parlamentares e no gabinete elementos de extrema esquerda
e extrema direita. Precavendo-se contra a possibilidade de
um ataque da França. Depretis assinou a Tríplice
Aliança, que uniu Itália, Alemanha e Áustria-Hungria,
mas o fracasso da expedição colonizadora à
Etiópia em 1887, na qual morreram 500 soldados italianos
determinou sua renúncia.
Depretis foi sucedido por Francisco
Crispi, cujo governo inaugurou uma nova fase na política
italiana, caracterizada por uma linha autoritária no
plano interno e por uma ideologia expansionista que se expressou
pelo estabelecimento de protetorados na África, por
uma crescente hostilidade à França e por uma
progressiva aproximação com a Alemanha. Foi
substituído por Antonio di Rudini que renovou por mais
12 anos a Tríplice Aliança.
Ao gabinete Rudini sucedeu o do ex-ministro
das Finanças de Crispi, Giovanni Giotti, que adotou
uma linha mais progressista e dominou a cena política
do inicio do século XX até a primeira guerra
mundial. Continuou as reformas internas, deu certa liberdade
aos incipientes movimentos operários, criou uma avançada
legislação social e protegeu a indústria
do norte. Com algumas concessões obteve apoio dos grupos
católicos, e em 1913 instaurou o sufrágio universal
. Foi sucedido por Antonio Salandra, político de direita,
após demissão forçada. A Itália
proclamou-se neutra na primeira guerra mundial, mas depois
se uniu aos aliados pelo Tratado de Londres, por interesse
em terras do império austro-húngaro. Derrotados
em Caporetto em 1917, os italianos resistiram e obtiveram
ampla vitória em Vittorio Veneto (1918), mas os resultados
foram decepcionantes: a conferência de Paris só
concedeu à Itália parte dos territórios
prometidos (o Trentino-Alto Adige). A intranqüilidade
social se instalou, e as eleições de 1919 deram
a vitória aos democratas-cristãos. Apesar de
majoritários, os socialistas se recusaram a participar
do governo e apoiaram uma série de greves, com ocupação
de fábricas. Em 1920, a Itália celebrou com
a Iugoslávia o Tratado de Rapallo pelo qual ganhou
quase toda a Dalmácia, ainda assim, a opinião
pública não se satisfez. A burguesia, preocupada
com o avanço do movimento operário, começou
a apoiar maciçamente o movimento fascista, cujo líder,
Benito Mossulini, encabeçou em 1922 uma marcha contra
Roma, com o objetivo de tomar o poder. O rei Vitor Emanuel
III, que sucedera ao pai, Humberto I, em 1900, depois de seu
assassínio por um anarquista, convidou Mussulini a
formar novo ministério.
Continua na próxima edição.
PROVERBI.
Dei quindeze ai trenta, le done no`le agüenta; dei trenta
ai sessenta `I và che se encanta; dei sessanta in su,
`I và quando vol lu.
(Dos quinze aos trinta, as mulheres não o agüentam;
dos trinta aos sessenta, ele vai que encanta; dos sessenta
em diante, ele vai quando quiser.)
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