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17 de Outubro de 2003












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Coluna Italiana
17/10/2003

CENTRO CULTURAL ITALIANO DE PALOTINA
GL´ITALIANI CON LA PAROLA
Por Lirio João Lolatto

Detalhes da história da Itália
Continuação da edição anterior

Em maio de 1804, após a proclamação do primeiro império francês, Napoleão foi coroado rei em Milão e anexou Parma ao império. Ameaçadas de perderem a independência, as principais cidades tentaram juntar-se a uma coalizão anglo-austro-russa, mas depois de várias derrotas foram forçadas a reconhecer a presença de Napoleão, a entrega da Veneza austríaca ao rei da Itália e a ocupação da Ístria e da Dalmácia. Em 1808, após divergências com o papado, Napoleão ocupou Roma e proclamou o fim do poder temporal do papa. Roma foi anexada ao império como sua segunda cidade. Logo em seguida, reformas políticas instituíram o código napoleônico, um sistema comum de administração, rudimentos de educação pública e serviço militar obrigatório.

A partir da batalha de Leipzig, em 1813, começou a invasão austríaca, com a ajuda de grupos patrióticos que acreditavam na independência após a derrota dos franceses. Os austríacos ocuparam a Lombardia mas não entregaram o poder aos patriotas, mais uma vez desiludidos. Com a restauração, os estados que haviam formado o reino da Itália foram tomados pela agitação revolucionária, organizada em sociedades secretas, com os carbonários e os federados. Movimentos revolucionários em Nápoles e Palermo (1820) e no Piemente (1821) foram sufocados pelos austríacos. A influência da sociedade Jovem Itália, fundada em 1831 por Giuseppe Mazzini, espalhou-se rapidamente: propunha uma insurreição nacional que unificasse a Itália como república, mas o programa fracassou. Com a eleição do papa Pio IX, em 1846, começou a crise do Risorgimento. O novo papa aprovou reformas liberais que ameaçaram os austríacos e deram exemplo para outros estados. Logo a Toscana, a Sardenha e o Piemonte fizeram concessões democráticas, como a liberdade de imprensa.

O surto de liberalismo encorajou a revolução na Sicília, que em 1848 se proclamou independente da monarquia Bourbon. Logo depois, os soberanos da Toscana e do Piemonte outorgaram constituições a seus estados. Milão se rebelou e expulsou o exército austríaco; outra revolução, em Veneza, restaurou a república. Carlos Alberto, rei do Piemonte, acuou os austríacos e lhes declarou guerra.

A situação ficou fora de controle. Carlos Alberto abdicou em 1849, e seu sucessor Vitor Emanuel II, apressou-se em firmar a paz. A Itália ficou à disposição dos austríacos. O exercito popular de Giuseppe Garibaldi resistiu por algum tempo às forças francesas enviadas para restaurar o poder papal em Roma, mas a cidade foi logo tomada. O levante na Sicília foi esmagado e Veneza também capitulou. Ainda em 1849, um tratado de paz entre Áustria e Piemonte completou a pacificação.

Em 1850 tornou-se primeiro-ministro do Piemonte Camilo Benso di Gavour, cuja carreira política confundiu-se com a marcha para a unificação da Itália. O Piemonte era o único estado italiano a possuir constituição liberal, e com habilidade política, Gavour conseguiu o apoio francês no secreto Tratado de Plombières e, em abril de 1859, forçou uma aliança franco-piemontesa contra a Áustria. Após as derrotas de Mogenta e Solferino, a Áustria assinou a paz em Villafranca e cedeu a Lombardia, com exceção de Màntua e Peschiera, à França, que se comprometeu a repassar o território ao Piemonte. A Toscana, a Emilia-Romagna e os ducados de Parma e Modena somaram-se voluntariamente ao novo reino. Enquanto isso, Garibaldi invadia a Sicília à frente de um grupo de voluntários e expulsava de Nápoles o rei Francisco II. Alarmado com o êxito do caudilho, Gavour ocupou as Marcas e a Úmbria e convenceu Napoleão III a fazer apenas um protesto formal. Concordou que Roma e o Lácio continuariam sob o poder papal, enquanto o restante da Itália tornava-se um reino constitucional. Sem poder contar com o apoio popular, Garibaldi foi forçado a entregar Nápoles e a Sicília ao rei piemontês, a quem reconheceu como o novo monarca da Itália.

Continua na próxima edição.

PROVERBI.
Pitosto che la terra la magna, asse che i osei la beche.
(Antes que a terra a coma, deixe que os passarinhos a biquem.)
- Melhor ter vários homens do que morrer virgem.

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