| Editorial
Compromisso!
15/11/2002
O acentuado número de casos de
dengue registrado ao longo do último verão chama
a todos para a responsabilidade. As regiões que foram
atingidas por epidemia da doença e que se tornaram
notícia, muitas vezes acompanhada com a divulgação
de casos de morte, pintam o quadro da tragédia urbana.
Na história recente do Brasil não há
registro de problema cuja solução dependa única
e exclusivamente da mudança de hábito. Nós
precisamos se atentar ao grave problema que ronda todos nós,
dioturnamente. O mosquito vilão das inúmeras
epidemias e das centenas de mortes, convive conosco. É
preciso uma conscientização maior do grande
perigo a que todos somos e estamos sujeitos. Limpar o quintal
e eliminar objetos desnecessários ao nosso uso e que
somente servem como criadouros do mosquito, deve ser uma prática
constante e não somente em determinadas épocas.
É preciso uma mudança de comportamento. Durante
a campanha “Palotina Contra a Dengue”, desenvolvida
no início do ano pela Secretaria Municipal de Saúde
e Sanepar, com o envolvimento de várias entidades e
centenas de voluntários, na grande parte das residências
visitadas, o cenário era de completa falta de responsabilidade
e pouco caso para com o perigo. Constatou-se que, embora muito
propagada através de campanhas, a conscientização
sobre a dengue precisa ser ampliada. Não podemos menosprezar
o potencial de um inseto que de uma hora para outra pode trazer
a doença à cidade.
Ao invés de precisar recorrer
ao inseticida, no caso de uma grande infestação,
devemos preferir a prevenção. Devemos ser fiscais
de nós mesmos. Se cada um fizer a sua parte, poderemos,
de fato, fechar as portas para o mosquito da dengue.
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