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10 de Outubro de 2003












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Coluna Italiana
10/10/2003

CENTRO CULTURAL ITALIANO DE PALOTINA
GL´ITALIANI CON LA PAROLA
Por Lirio João Lolatto

Detalhes da história da Itália
Continuação da edição anterior

O período em que a Itália esteve submetida aos franceses foi marcado por muitas lutas e pela oposição a Carlos de Anjou, e culminou com uma série de rebeliões e conflitos sociais no sul da península. A derrota final de Carlos de Anjou deu-se em Messina, e cresceu um movimento comprometido com as classes populares. Por essa época, os papas normalmente pertenciam a poderosas familias italianas, que assim consolidavam seu poder.

Com a Itália sob intervenção dos Valois, a ingerência dos papas nos assuntos franceses deu margem a conflitos com Filipe IV, o que levou à desintegração do poder papal na península, em 1303, os papas trocaram Roma por Avignon, na França. O poderoso Amadeu VI, conde de Savoia, restabeleceu a autoridade papal e em 1357, o papa retornou a Roma. Em 1455, foi formada a Liga Italiana, ratificada pelo papa Nicolau V e que se tornou garantia para os menores. Livre de grandes guerras, a Itália gozou um período de prosperidade, em todas as artes floresceram e os vários estados se aproximaram, em nome de interesses comuns. As instituições políticas, de caráter despótico, procuraram exercer autoridade direta sobre os estados da igreja. Por volta de 1490, a península experimentou o período de maior prosperidade, que marcou a fase mais brilhante da história italiana, o Renascimento.

Por volta de 1500, começou novo período de lutas internas e renovadas intervenções estrangeiras: com Carlos VIII, herdeiro da casa de Anjou, e Luis XII da França, estabeleceu-se novo domínio dos franceses, expulsos em 1504. Em 1508 o papa Julio II formou a Liga de Cambrai e pós fim ao domínio territorial de Veneza. Em 1512 os suíços, membros da Santa Liga criada pelo papa, ocuparam a Lombardia e expulsaram os últimos franceses. No mesmo ano, a Liga restaurou o poder dos Medici em Florença. Os franceses voltaram à carga em 1515, quando Francisco I reconquistou o ducado de Milão, mas Carlos da Áustria, que já dominava os reinos espanhóis, foi coroado imperador do Sacro Império em 1519. Em 1530, após conquistar Milão e saquear Roma, tornou-se senhor da Itália.Durante a supremacia espanhola, o reino italiano entrou em crescente declínio econômico. A guerra intermitente com a França recrudesceu. Carlos V entregou a Itália ao filho, o futuro Filipe II da Espanha, e transferiu todos os direitos imperiais sobre o território para aquele país. Em 1542, a Inquisição foi estabelecida em Roma e sufocou qualquer oposição política aos papas. Os estados ainda lutavam por manter seus privilégios. Contudo, a Itália sofreu os efeitos econômicos da descoberta do Novo Mundo, e perdeu a supremacia financeira e naval.

Entre 1713 e 1748 estabeleceu-se o domínio austríaco, marcado pelos conflitos entre Habsburgos e Bourbons. No período entre 1748 e 1792, os principais governantes da Itália procuraram remediar a miséria da população, a riqueza excessiva do clero e os abusos do privilégio senhorial. A expulsão dos jesuítas de Nápoles 1767 e o fim do tributo anual ao papa simbolizaram a emancipação dos governantes seculares em relação ao papado. As obras de intelectuais e cientistas e a popularidade da maçonaria indicaram nova fermentação política na Itália, às vésperas da revolução francesa.
O Diretório, que governava a França após a revolução, escolheu Napoleão Bonaparte para comandar as forças da Itália. Este, em rápida campanha, derrotou as forças piemontesas e conquistou Parma, Módena, Milão e Nápoles; logo depois, invadiu os territórios papais em Bolonha e Ferrara. Em meio a rebeliões, Napoleão reorganizou a península e criou as repúblicas Cisalpina (ao norte), Cispadana (Reggio nell´Emilia, Módena) e Partenopéia (Nápoles). Por um breve período, exércitos austro-russos derrotaram os franceses e derrubaram as repúblicas, novamente restauradas por Napoleão a partir de 1800.

Continua na próxima edição.

PROVERBI
Davanti ai mussi, drio ai canoni, distante dai superiori.
(Na frente dos burros, atrás dos canhões e distante dos superiores.)

Tutti i can mena la coa e tutti i minchioni vol dir la soa.
(Todos os cães mexem o rabo e todos os mentirosos querem dizer a sua.)

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