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5 de Dezembro de 2003













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Crônica poética
por Luis Carlos Soares
05/12/2003

"Libertas que será tamem"

Liberdade, ainda que tardia, bem vinda será. Mesmo que o oásis, não passe de uma miragem! No deserto, para quem tem sede, algumas gotas de água saciam, desde que, não se beba o suor, de quem está por perto...

Nossa liberdade, é um guarda-chuva furado, que se abre sobre nós. Quem não tem quer ter, e, quem tem não sabe usar. Com o guarda-chuva fechado, somos todos mais felizes. Mas, é só pintar um sinal de alerta no céu, e pronto, já estamos com ela aberto de novo.
Outra vez, prisioneiros da liberdade. Somos todos libertos imaginários. Absortos em nosso pensamento livre.

E, muitas vezes, nos perguntamos: "Será que ia chover ?", "Ou era só o nosso medo meteorológico, de raios e travões?" Nosso serviço psicológico, não previu, pancadas de liberdade ao cair da tarde!!!
Enfim, a contra gosto dizemos: "Melhor reprimir, do que se molhar..."
Na verdade, velho ou novo, mesmo com alguns furos, todos precisam, e, não vivem sem um guarda-chuva. Esse objeto, que se perde com tanta facilidade e, que se dá pouco valor. Ainda que, o real valor de ser livre, sub exista, debaixo dele, o preço a ser pago, é um rasgo na cobertura; que tolda qualquer atitude de isentar a liberdade de qualquer subjetividade.

Essa liberdade, que é uma inverdade do nosso comodismo, demasiado simplista, que insistimos em mantê-la presa a nós, por força de uma auto censura, após nossa auto análise.

O medo de alguma reação negativa, não nos impele a nenhuma ação!!! O inconformismo, é comodamente aceito!?

A liberdade, é condicional. Condicionada somente aos fracos!?

 

"Pássaro Livre"

As asas da liberdade aberta sobre nós
Com vento veloz sobrevoam para o infinito
Num lugar mais bonito daqui distante
Onde é constante seu vôo entre os homens

Voam num céu de brigadeiro e chocolate
Um azul doce que abate qualquer escuridão
Das celas da prisão que amarga esmaga
As grades e rasga o peito de aço ao voar

Voa liberdade ecoa liberdade no ar
Ao gritar da cela semi aberta da razão
Voa entre os dedos da mão que te aperta
O adeus liberta quem não quer libertar

*Luis Carlos Soares é poeta e prosador e escreve para Folha.
E-mail: grafel@almix.com.br

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