| Coluna
Italiana
03/10/2003
CENTRO CULTURAL ITALIANO DE PALOTINA
GL´ITALIANI CON LA PAROLA
Por Lirio João Lolatto
DETALHES DA HISTÓRIA DA ITÁLIA*
* Continuação da edição
anterior...
Os lombardos, chefiados por Alboino,
invadiram a Itália
em 568. Com o tempo, assimilaram grande parte do que restava
da civilização romana, inclusive o idioma,
principalmente em conseqüência da adoção
do cristianismo, em meados do século VII. A paz dos
lombardos com Bizâncio foi celebrada em 680. A partir
de então, o equilíbrio da Itália passou
a depender das relações do estado Lombardo
com o papa. O rei Lombardo Astolfo, que reinou de 749 a 756,
enfrentou duas expedições francas e teve de
ceder terras ao papa. O acontecimento mais significativo,
porém, foi a criação de um estado pontifício
independente de Bizâncio e sob a proteção
do rei franco. Pouco a pouco o papa foi substituindo o poder
do imperador na Itália não lombarda. O papa
Estevão II pedira e Pepino o Breve, rei dos francos,
a quem conferiu o título de patrício dos romanos,
em troca do exarcado de Ravena e do ducado de Roma. Com a
morte de Astolfo, Estevão tentou obter os territórios
mas Pepino o fez renunciar a tais pretensões.
Novos ataques dos lombardos levaram à intervenção
dos francos, dessa vez sob Carlos Magno. Coroado pelo papa
Leão III, no ano 800, Carlos Magno criou o Sacro Império
Romano-Germânico, cuja estrutura político-religioso
dominou a Europa até o Renascimento. O período
que se seguiu a sua morte caracterizou-se pela desagregação
do poder carolíngio na Itália e pelos constantes
ataques dos sarracenos. Após conquistarem a Sicília,
que ficou três séculos sob domínio árabe,
os muçulmanos estabeleceram-se na península.
Roma foi parcialmente saqueada no ano 846. Consolidaram-se,
os estados pontifícios no centro da Itália.
No norte, estabeleceu-se um sistema
feudal semelhante ao da Europa Central.
A partir do início do século XI. As freqüentes
tensões entre o papado e o imperador em torno de questões
do poder temporal, debilitaram o sistema feudal em todo o
território italiano. Por essa época várias
cidades tinham-se tornado prósperas devido ao comércio
com o Oriente. O movimento comunal, que ganhou força
a partir de 1080 no norte e centro da península, marcou
durante muitos séculos a vida política da Itália.
Veneza se transformou numa poderosa república, que
comerciava com Constantinopla e o Mediterrâneo oriental;
Amalfi, uma das principais cidades comerciais do Mediterrâneo,
conseguiu eliminar os piratas do mar Tirreno, Gênova
e Pisa se revelaram como potências marítimas.
A partir do século XI, as comunas transformaram-se
em cidade-estado; a assembléia-geral deu lugar a um
conselho e à magistratura dos cônsules, proprietários
de terras e comerciantes ricos. A cidade-estado absorveu
as cidades rurais e as pequenas propriedades.
Interessados em manter a independência da igreja frente
ao poder temporal, os papas entraram freqüentemente
em choque com o imperador, devido às intromissões
nas eleições papais e na nomeação
dos bispos. Tomou corpo assim a questão das investiduras,
que só se resolveu em 1122, com a concordata de Worms.
A partir de 1155, a monarquia centralizada da família
Hohenstaufen dominou o reino da Itália. Frederico
I Barba-Roxa tornou-se imperador e reclamou para si os direitos
reais usurpados pelas comunas, bispos e nobres. A resistência
de Milão foi esmagada em 1162 e o papa Alexandre III
aliou-se às cidades antiimperiais. Logo depois formaram-se
as ligas veronesas 1164 e lombarda 1167. Após muitas
lutas e revoltas, fez-se a paz com o papa em 1177. O filho
e herdeiro de Frederico, Henrique VI, casou-se com a herdeira
da Sicília . Constança, e conquistou o reino
normando em 1194. Após sua morte, Constança
renunciou em favor do filho menor, Frederico, coroado em
1212, após a morte do rei alemão Oto IV, que
fora sagrado imperador em 1209. Ao contrário do que
prometera ao papa, Frederico II não separou o reino
da Sicília do império, e por isso foi excomungado
e enfrentou a oposição da igreja até sua
morte em 1250; em 1263, o papa Clemente IV investiu o francês
Carlos de Anjou na Secilia e marcou o fim do período
Hohenstaufen.
Continua da próxima edição...
PROVERBI
Polenta e late inglossa le culate.
(Polenta e leite engordam a bunda.)
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